Arquiv por Autor Ibrahim Cesar


Manifesto do Desenvolvimento de Clientes – Customer Development Manifesto

Desenvolvimento de Clientes é “A” atividade de uma startup. E como toda jornada, precisamos de um bom GPS que nos dê as melhores instruções de como chegar lá. Entre os livros fundamentais para quem está entrando no mundo das startups ou pensando em criar um produto competitivo no contexto em que vivemos, eu recomendo o excelente The Startup Owner’s Manual do Steve Blank em co-autoria com Bob Dorf1. O Blank já era um renomado autor além de empreendedor de sucesso, e inspiração para o Eric Ries. Neste livro ele resolveu fazer um “guia definitivo de gerenciamento” para startups, descrevendo em detalhes e passo a passo as melhores formas do Customer Development, ou Desenvolvimento de Clientes, a principal atividade de uma startup. Abaixo, minha tradução com comentários do Customer Development Manifesto.

O texto original em inglês é baseado no livro The Startup Owner’s Manual de Steve Blank e Bob Dorf, escrito por Javier Sandoval. Comentários destacado, são os de minha autoria, como este ;)

1. Não Existem Fatos Dentro do Prédio, Então Vá Para a Rua

No começado, uma startup é construída por visão e suposições. A única forma de validar estas suposições é através do aprendizado de clientes.

Os fundadores devem fazer o customer development, ou desenvolvimento de clientes. Pontos de feedback são aleatórios e difíceis de se ouvir — empregados não deveriam estar entregando as notícias difíceis. Estes não são incentivados a aprender sobre o problema assim como os fundadores. Apenas os fundadores podem compreender o feedback e rapidamente mudar a startup para se adaptar.

Get Out Of The Bulding! Blank não se cansa de repetir o bordão, mas é necessário e uma vez que você está aí fora, no mundo, descobre que é um dos ensinamentos mais importantes. Os fatos vivem lá fora. E, não importa o quanto ache que sua ideia é prematura, busque validá-la.

2. Conjugue Desenvolvimento De Clientes Com Desenvolvimento Ágil

O desenvolvimento de clientes é inútil a não ser que o time de desenvolvimento do produto possa iterá-lo rapidamente. Times de engenharia em startups que usam desenvolvimento ágil são orientados a continuamente receber o input dos clientes e entregar um produto que seja uma iteração do MVP2.

Não basta colher feedback e não implementá-lo. E implementá-lo rápido. O tempo é o bem mais preciso de todos os seres vivos. Não desperdice!

3. Falhar É Uma Parte Integral da Busca

Em uma startup, você está buscando, não executando. Apenas se encontra o caminho certo tentando vários errados. Falhe rápido, para que possa aprender rápido.

Este é muito mais fácil de dizer do que fazer. E mesmo “sabendo”, você vai subestimar. Vai depender de pessoa para pessoas, mas é muito custoso emocionalmente e desgastante o falhar. É parte fundamental do processo levar porrada, cair no chão. Mas dói. Dói muito. Se prepare para a dor.

  1. Além, é claro, do bem conhecido e merecidamente “hypado” The Lean Startup, ou A Startup Enxuta na edição brasileira. []
  2. MVP é um sigla já bem manjada para o pessoal ligado em startups. É um acrônimo para Minimum Viable Product, ou Mínimo Produto Viável. Se refere à noção de que para validar uma ideia e entrar no mercado o mais rápido e entrar no feedback de aprendizado, as startups devem se concentrar em criar o mínimo necessário de seu produto que entregue valor a seus clientes e possam testar suas principais hipóteses e seu modelo de negócios. []

“A definição de insanidade é fazer a mesma coisa sempre e esperar resultados diferentes”

Albert Einstein

A Fundação

Toda grande jornada começa com um pequeno passo. Fundei com as melhores pessoas do mundo uma startup de social commerce chamada Influentio. Este blog será onde irei mapear meu caminho por essa terra desconhecida de se lançar na aventura e ser meu diário de viagem, em direção ao futuro, explorando os temas que for encontrando na busca de nosso modelo de negócios, com aprendizado, falhas, tombos e porradas e, é claro,  acertos e vitórias.

“A legendary hero is usually the founder of something – the founder of a new age, the founder of a new religion, the founder of a new city, the founder of a new way of life. In order to found something new, one has to leave the old and go on a quest of the seed idea, a germinal idea that will have the potential of bringing forth that new thing.”

- Joseph Campbell in The Hero with a Thousand Faces

…e então tudo começa de novo, outra vez. Nada nunca termina de verdade pois um final é sempre o catalizador de um novo começo. Uma estrela que morre libera os blocos fundamentais que possibilitarão a formação de novos compostos. Planetas. Vida. Unicelular. Multicelular. Evolução. Peixes. Anfíbios. Répteis. A extinção dos dinossauros. Fim de centenas de espécies, possibilita o surgimento de novos. Mamíferos. Nós. Tecnologia. Aqui e agora. O começar sempre exige algum tipo de final. A conclusão de algo. Um ciclo que se fecha.

Acredito que a Jornada do Herói de Mil Faces de Joseph Campbell que descreve o chamado “Mito do Herói” fala do desenvolvimento da personagem que atravessa gerações e é o centro das narrativas de nossas sociedades e todos os seus estágios: Mundo Comum, Chamado à Aventura, Recusa do Chamado, Encontro com o Mentor, Travessia do Primeiro Limiar, Testes – Aliados – Inimigos, Aproximação da Caverna Oculta, Provação, Recompensa, Caminho de Volta, Ressureição e Retorno com o Elixir. E ele toca a todos nós. Nos identificamos com ele. Por que, para cada um de nós, somos os heróis. Somos o protagonista de nosso próprio épico.